A revolta de Espártaco
Nas primeiras décadas do século I a.C., várias transformações sociais e políticas questionaram a supremacia do gov
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ega da Trácia, Espártaco viveu parte de sua vida como pastor e também serviu nas fileiras do exército romano. Após
Assim que teve notícia do levantes, o governo romano logo providenciou a organização de tropas que abafassem o episódio. Contudo, ao contrário do que se esperava, Espártaco e seus demais companheiros conseguiram vencer as temidas forças do exército romano. A notícia logo incitou outros escravos a se juntarem ao bando de Espártaco. Em pouco tempo, os revoltosos tinham à sua disposição a força de quase 120 mil cativos que se aliaram à causa do heroico gladiador.
O rápido crescimento dessas forças pode ser explicado pelo impacto que cada uma das revoltas tinha para o imenso número de escravos e figuras marginalizadas da sociedade romana. Cláudio Glaber, primeiro pretor a enfrentar o incidente, pensou que poderia matar de fome os escravos realizando seu rápido isolamento no monte Vesúvio. Contudo, promovendo ataques repentinos, Espártaco e seus aliados romperam o bloqueio e tomaram as armas do Exército Romano.
Com o aumento dos participantes, a revolta de escravos passou a se dividir em duas frentes principais: uma primeira que permaneceu na Cápua e outra, liderada por Espártaco, que avançou em direção ao norte da Península Itálica. Nessa nova fase do conflito, os romanos conseguiram abater uma parcela dos escravos revoltosos. Contudo, o bando de Espártaco conseguiu seguir adiante para, talvez, alcançar a terra natal de seu principal líder.
Talvez querendo aproveitar a ausência de algumas importantes autoridades militares, Espártaco resolveu retornar ao sul com seus aliados. Roma, capital do governo, já começava a se sentir visivelmente ameaçada pelos triunfos dessas verdadeiras legiões de escravos combatentes. Sem demora, o Senado nomeou o general Licínio Crasso para combater os escravos com um poderoso destacamento de dez legiões, que equivalia a um numeroso exército de sessenta mil soldados.
A essa altura, a nova empreitada de Espártaco consistia em voltar à região sul, evitando a cidade de Roma, até alcançar embarcações de piratas que os levariam até a ilha da Sicília. Ao descobrir esse plano, o general Crasso pôde melhor organizar suas tropas e vencer os escravos rebeldes. Envolvida pelas legiões romanas, a empreitada dos escravos começava finalmente a ruir. Antes que o conflito terminasse, Espártaco tentou negociar sua rendição com o general Crasso.
Tendo sua trégua definitiva negada, não restou outra opção para os participantes da revolta senão lutar até a morte. Naturalmente, os exércitos romanos conseguiram vencer sem maiores dificuldades o levante de escravos. Para coibir outras possíveis revoltas, o Exército Romano crucificou seis mil escravos sobreviventes ao longo da via Apia, estrada que interligava a cidade de origem da revolta até a capital Roma.