A Revolta dos Cipaios
No século XIX, os ingleses promoveram um sistemático processo de conquista do território indiano. A ação britânica
Bem mais do que alcançar
Para garantir seus interesses, a Companhia das Índias Orientais realizava o recrutamento de soldados indianos, chamados de cipaios. Por volta da segunda metade do século XIX, esse exército nativo contava com mais de 200.000 integrantes e se mostrava bem mais numeroso que os oficiais britânicos presentes na Índia. Anos mais tarde, esse grande contingente militar se voltou contra os próprios ingleses.
Em um primeiro instante, os cipaios se mostraram descontentes com a obrigatoriedade dos impostos e com o fato de pessoas de castas diferentes comporem o exército. Logo depois, o estopim para a revolta aconteceu quando os britânicos utilizaram gordura animal na impermeabilização dos cartuchos de fuzil. O contato com tal produto era considerado um sacrilégio pelos indianos, pois estes veneravam o gado e não aceitavam o consumo ou contato com a carne.
No ano de 1857, as rusgas entre os britânicos e os cipaios deram origem a uma série de motins marcados pelo extermínio indiscriminado dos europeus. Representantes do governo britânico, autoridades militares e cristãos foram os principais alvos dos indianos participantes da revolta. Dois meses depois, com o apoio de príncipes locais, os britânicos organizaram uma violenta perseguição contra os cipaios.
Após retomar a cidade de Delhi e render todos os revoltosos, os britânicos decidiram extinguir a Companhia Britânica das Índias Orientais. A partir de então, a Inglaterra assumiu diretamente o governo indiano por meio de um secretário de Estado. No ano de 1877, a tomada do território indiano foi sagrada com a nomeação da Rainha Vitória à condição de imperatriz da Índia.