Filtro de íons
Normalmente quando pesquisas com partículas carregadas são realizadas, os cientistas precisam estudar partículas cujas
velo
cida
des
seja
m be
m definidas. A maneira que eles recorrem para conseguir tal feito é construindo um filtro de íons, que na verdade tem como funç&atil
de;o b
loquea
r part
&iacut
e;cula
s cujas velocidades sejam diferentes das velocidades determinadas por eles.
Para isso, os cientistas constroem um filtro de forma cilíndrica, p
ossuindo
pequeno
s orif&i
acute;ci
os em su
as bases, e dois eletrodos que têm a função de produzir um campo elétrico constante em seu interior. Todo esse conjunto &ea
cute; colo
cado em um
campo mag
nét
ico B, cuj
a direção é perpendicular ao campo elétrico E, como podemos ver na figura acima. O filtro separa a região onde são produzidos os íons da região onde se quer estudar os íons.
De acordo com a figura, podemos verificar que só os íons que entram com a velocidade correta conseguem passar pelo segundo orifício. Os outros íons são desviados de sua trajetória e se chocam com as paredes do cilindro.
O íon que entra com velocidade v fica sujeito a uma força total dada pela soma vetorial das forças elétricas e magnéticas. Nesse tipo de filtro, as forças, tanto a magnética quanto a elétrica, têm a mesma direção, mas possuem sentidos contrários. Quando essas duas forças possuem o mesmo valor, ou seja, possuem o mesmo módulo, a força total passa a ser zero. Isso acontece quando temos:
Apenas os íons com velocidade v = E/B passarão pelo cilindro sem sofrer nenhuma força, saindo pelo orifício de saída. Todos os íons que tiverem velocidades diferentes ficarão sujeitos a uma força total diferente de zero e serão desviados da trajetória inicial, errando o orifício de saída. Controlando o campo elétrico E dentro do filtro, é possível selecionar a velocidade dos íons que podem passar por ele.
Por Domiciano Corrêa Marques da Silva
Graduado em Física
Para isso, os cientistas constroem um filtro de forma cilíndrica, p
De acordo com a figura, podemos verificar que só os íons que entram com a velocidade correta conseguem passar pelo segundo orifício. Os outros íons são desviados de sua trajetória e se chocam com as paredes do cilindro.
O íon que entra com velocidade v fica sujeito a uma força total dada pela soma vetorial das forças elétricas e magnéticas. Nesse tipo de filtro, as forças, tanto a magnética quanto a elétrica, têm a mesma direção, mas possuem sentidos contrários. Quando essas duas forças possuem o mesmo valor, ou seja, possuem o mesmo módulo, a força total passa a ser zero. Isso acontece quando temos:
qE = qvB
Apenas os íons com velocidade v = E/B passarão pelo cilindro sem sofrer nenhuma força, saindo pelo orifício de saída. Todos os íons que tiverem velocidades diferentes ficarão sujeitos a uma força total diferente de zero e serão desviados da trajetória inicial, errando o orifício de saída. Controlando o campo elétrico E dentro do filtro, é possível selecionar a velocidade dos íons que podem passar por ele.
Por Domiciano Corrêa Marques da Silva
Graduado em Física
Escrito
por: Domiciano Correa Marques da Silva
Escritor oficial Educação em Foco.